Patrocínio Esportivo: Pensando fora da caixa

  • Categoria: NEG√ďCIOS
  • SubCategoria(s): EMPRESAS
  • Data: 24/04/2018 10:03:20

O momento atual pede que as marcas se comuniquem com seu p√ļblico diretamente, que interaja e que escute suas necessidades.

Por Bruno Fontanelli

Dando continuidade à série sobre patrocínios e retomando o conceito de patrocinar que é apoiar iniciativas de terceiros, através de recursos (financeiros, materiais ou técnicos) em busca de um retorno de marca, oportunidades comerciais e institucionais e relacionamento com seu público-alvo.

O tema de hoje é: Como pensar fora da caixa, quando falamos em retorno? Como atingir o público? Como fortalecer a marca e/ou a instituição? O que fazer para que esse patrocínio cumpra seu principal objetivo?

Quando falamos em pensar fora da caixa, a idéia é desenvolver projetos que tragam modelos inovadores de comunicação desse patrocínio, ou seja, as propostas devem ir além da centimetragem de revistas e jornais ou do cálculo de quanto a marca aparece na televisão e quanto isso significaria em investimento direto.

O momento atual pede que as marcas se comuniquem com seu público diretamente, que interaja, que escute suas necessidades, traga novidades, etc.

Mas o que é necessário fazer antes e, principalmente, durante a vigência do contrato?

1.      Público-alvo: É essencial que as instituições esportivas entendam qual é o seu público e quais empresas possuem sinergia com esse público. Não adianta apresentar um projeto de patrocínio para uma empresa que não ofereça produtos ou serviços a quem você consegue atingir. Também não é interessante à empresa, patrocinar um projeto, por maior ou mais interessante que pareça ser, se não se comunicar com o público consumidor dos seus serviços e/ou produtos. Parece simples, mas acontece com bastante frequência.

2.      Publicidade/ Propaganda: Após a assinatura de contrato é importante que esse patrocínio seja divulgado em conjunto pela instituição e pela empresa, ressaltando os valores de cada um e, principalmente, comunicando muito bem o produto e/ou serviço do patrocinador. Atualmente, diversas empresas estampam suas marcas no esporte, mas o público não sabe o que ela faz.

3.      Relações Públicas/ Assessoria de imprensa: Além da necessidade de comunicar com o público em geral, é importante que as partes envolvidas se comuniquem bem com a imprensa, através de notas oficiais (que serão veiculadas pelos meios de comunicação) e/ou através de eventos de lançamento de parceria, etc. Manter uma boa relação com os meios de comunicação é essencial.

4.      Relacionamento com clientes: É importante levar isso em consideração nas cláusulas do contrato. O patrocinador tem diversas oportunidades para explorar o relacionamento com seus clientes – B2B ou B2C, utilizando os eventos, jogos, atletas, propriedades da instituição, etc. E, por incrível que pareça, poucos utilizam esses recursos.

5.      Ativação de marca: Já falamos sobre ativação de marcas no esporte em http://patrocinio.net.br/blogs/postView/9#.WTai2f08tzo.linkedin , mas é sempre importante ressaltar que ativar é criar ações e atrações para o público conhecer seus produtos, seus serviços e, principalmente, ter uma experiência positiva e impactante com sua marca. Diversas ativações de marca sequer mostram produtos ou serviços, mas fortalecem institucionalmente o patrocinador.

6.      Uso da imagem da instituição e/ou atletas: Muitos patrocinadores têm direito de utilizar a imagem e os próprios atletas para publicidade, ações de relacionamento, ações de endomarketing e não fazem. Fazer uma ação de relacionamento com os clientes levando um jogador de futebol, por exemplo, é muito interessante e impacta àqueles que participam da ação, assim como levar alguns atletas para conhecer sua empresa e seus funcionários, etc.

7.      Endomarketing: É importante que os colaboradores da empresa estejam engajados com essas ações, logo, é importante comunica-los, interagir e faze-los comprar o projeto. Para isso, essas ações de relacionamento entre os patrocinados e os colaboradores são extremamente importantes e bem recebidas.

8.      Mundo Virtual: Por último, mas talvez o mais importante atualmente, é saber utilizar o ambiente virtual a favor da parceria. Comunicar-se adequadamente através de redes sociais, gerar conteúdos interessantes sobre a empresa juntamente com o esporte/ instituição/ atleta, engajar o público através desse tipo de comunicação, criar ações no ambiente virtual que viralizem e comuniquem a parceria, os produtos, os serviços, entre outros. Nesse ambiente, o mais importante é estar sempre se atualizando e se comunicando adequadamente com seu público.

São algumas dicas que, embora pareçam simples e até mesmo nem tão fora da caixa assim, são pouco utilizadas no cenário esportivo e que, certamente, trarão um retorno de marca, financeiro, muito maior do que vemos hoje e farão com que mais e mais empresas se interessem em patrocinar o esporte, visto com tanta desconfiança e descrédito.

Pensar fora da caixa é saber que há diversas oportunidades, ainda que a modalidade não seja tão difundida, ainda que o clube não tenha tantos torcedores, ainda que o atleta não seja medalhista olímpico, ainda que o evento não tenha um histórico tão grande, ainda que não haja televisão aberta...

Temos muito trabalho a fazer e, com certeza, muitas oportunidades para aproveitar!

Bruno Fontanelli é Bacharel em Esporte pela USP com foco em Gestão e Marketing Esportivo (cursos ESPM e IPEFE) e Eventos (SENAC).                            

https://www.linkedin.com/in/brunofontanelli/



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