Flip gera impacto econômico de R$ 47 milhões para o País

  • Categoria: CULTURA
  • SubCategoria(s): LITERATURA
  • Data: 30/07/2018 11:48:37

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) encomendado pelo Ministério da Cultura (MinC) demonstra que investir em cultura é um ótimo negócio

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) encomendado pelo Ministério da Cultura (MinC) para medir o impacto econômico da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) demonstra que investir em cultura é um ótimo negócio. De acordo com análise feita pela FGV, o evento gerou retorno econômico da ordem de R$ 47 milhões, além de R$ 4,7 milhões em impostos. Tudo isso a partir de R$ 3,5  milhões (R$ 3 milhões em investimento público e R$ 500 mil de outras fontes) investidos na organização do evento.

A metodologia desenvolvida pela FGV leva em consideração o efeito cascata que os gastos efetuados pelos frequentadores da Flip têm na economia local. Os recursos gastos com hotéis, restaurantes, bares e transporte, se expandem para outros setores da economia, já que os prestadores desses serviços precisam adquirir matérias-primas e outros serviços com seus fornecedores. Deste modo, o impacto econômico na rede turística local, chamado de impacto econômico direto, gera demanda também para os fornecedores, o chamado impacto econômico indireto. No caso da Flip, são R$ 30 milhões de impacto direto e R$ 17 milhões de indireto.

Além disso, há a geração de renda e de empregos. Estima-se que a festa tenha gerado R$ 17 milhões em renda, além de ser responsável pela criação de 1.349 empregos, sendo 673 diretos e 676 indiretos. Do total de impostos gerados, R$ 1,6 milhão ficam com o município, R$ 570 mil com o estado e R$ 2,5 milhões vão para a União.

O levantamento considerou a participação de 26.400 pessoas em quatro dias de evento. Destes, 1,9% (502) são estrangeiros, 45,3% (11.959) são brasileiros não residentes na cidade, 9,1% (2.402) são excursionistas (aqueles que foram ao evento, mas não pernoitaram na cidade) e 43,7% (11.537) são residentes em Paraty.

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o estudo da FGV "demonstra como, além do impacto positivo que a Flip tem no campo literário, na ampliação do acesso e da promoção do livro e da leitura como formas de qualificação do capital humano da nossa sociedade, ela também tem grande impacto na economia, em termos de geração de renda, emprego, inclusão e, portanto, de desenvolvimento".

Segundo Sá Leitão, a realização de estudos de impacto econômico é uma diretriz do Ministério da Cultura adotada em vários eventos e programas,  com o objetivo de mensurar o quanto o País se beneficia do investimento em cultura e das atividades culturais e criativas. "Queremos mostrar para os contribuintes o quanto os recursos públicos que são investidos em cultura retornam multiplicados na forma de geração de renda, emprego, valor, inclusão social e mais arrecadação tributária˜, disse ele.

Esse é o terceiro evento do calendário do Programa Rio de Janeiro a Janeiro a ter o impacto econômico mensurado pela Fundação Getúlio Vargas. Os dois primeiros foram o Réveillon de Copacabana e o Carnaval do Rio de Janeiro. Monitoramento do programa feito pela FGV mostra que, no primeiro semestre, 39 eventos chancelados pelo Rio de Janeiro a Janeiro, realizados em solo fluminense, geraram impacto total de R$ 6,4 bilhões.

A Festa Literária Internacional de Paraty reuniu, na cidade histórica, milhares de autores, gestores e produtores culturais, artistas e turistas, para celebrar a língua portuguesa e a literatura. Na edição de 2018, a Flip homenageou a poetisa e cronista brasileira Hilda Hilst, considerada uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX.

 


Fonte: Ministério da Cultura



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